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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Esculturas da Dinastia Ming





Estas esculturas chinesas fazem parte de uma cena de Julgamento. A crença no inferno entrou na China com o Budismo no primeiro milênio da nossa era.


Há dez juízes do Inferno. Nas cenas de julgamento, o juíz é representado como um magistrado chinês e tem dois assistentes. A primeira segura uma folha onde estão escritas as boas ações, e a segunda segura uma pilha de rolos bem grossa, onde estão registrados todos os pecados.






As duas esculturas são de cerâmica de alta temperatura, esmaltadas, e têm aproximadamente 1,5 m de altura.
Foram feitas no século 16 e estão em exposição no British Museum, em Londres.
O texto acima foi baseado em informações do museu.
Fotos: Luciana Chagas
História da Cerâmica

Cerâmica tradicional no Laos

O Laos é um país vizinho da China, do Vietnam, Tailândia e Camboja.
Esta é a cerâmica tradicional da vila de Ban Kapaow.

Acima: A artesã prepara o chamote, triturando argila previamente queimada com palha de arroz.


A primeira etapa da modelagem dos potes é a construção de cilindros básicos de argila (acima)

O método de torneamento é diferente: Uma mesa estacionária, na qual ela facilmente expande o cilindro andando em torno da peça.

Para queimá-las, a ceramista posiciona os potes já secos sobre um estrado de bambu.

Quando o fogo já estiver queimando bem, são adicionados bolos de palha sobre a fogueira e as peças.

(fotos: Ceramics Monthly Magazine, fev. 1999).
História da Cerâmica


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cerâmica Erótica da Antiguidade

Muito delicada esta pequena peça, reproduzindo uma cena de sexo. À esquerda, o molde(negativo) e à direita, o relevo em argila que se pode reproduzir em grande quantidade.
Essa peça eu vi no Museu Pergamon, em Berlim. Acredita que eu não tomei nota da referência? Fiquei tão interessada na peça que agora não sei se é mesmo da Mesopotâmia. Deve ser, pois estava ao lado dessa outra abaixo:



É um carimbo para argila em forma de cilindro. O cilindro é entalhado em pedra (uma pedra azul) em negativo, e reproduz uma barra de relevos. É muito pequeno: aproximadamente 3 cm tem o cilindro.

Pergamonmuseum - Staatlichen Museen zu Berlin, Berlim, Alemanha.
Fotos: Luciana Chagas
História da Cerâmica

Fornos para Cerâmica

Aqui estão alguns fornos para cerâmica de diferentes lugares:

Acima: Forno primitivo usado na África. Este forno consiste em um muro baixo, circular, com aberturas para as câmaras de combustão. O teto abobadado deve ser reconstruído a cada queima, e é feito de uma capa de argila misturada com palha que é aplicada sobre as peças, com furos para escape de fumaça.

Acima: Forno egípcio antigo, que consiste num cone de tijolos e possui tiro superior. É carregado por cima.

Acima: Um antigo forno grego. Forno de cúpula em forma de iglu com tiro superior e separação entre a câmara de combustão e a câmara de queima. Há uma porta lateral´para o carregamento das peças.


Acima: O forno romano é parecido com o grego, porém sua cúpula é temporária, feita de argila e palha (como o forno africano acima) e a câmara de queima se apóia sobre um degrau no solo e não sobre uma coluna como o forno grego.


Acima: Ana Gama, ou Anagama, antigo forno japonês escavado num barranco. Este forno foi utilizado pela primeira vez por volta do ano 400 d. C. e a temperatura chegava a 1.250 graus.
A sua estrutura aproveita o declive do terreno para a distribuição do calor.


Acima: Forno japonês Noborigama. Este forno também aproveita o declive do terreno e utiliza um sistema de câmaras de queima separadas mas que permitem que o calor seja conduzido desde a câmara de combustão (à frente) até a chaminé (ao fundo), aquecendo todas as câmaras gradualmente.
Este forno é muito utilizado no Brasil atualmente.
Imagens: "Hornos para Ceramistas" - Daniel Rhodes Ediciones Ceac, Barcelona, 1987.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bozettos de Bernini

Gianlorenzo Bernini
A Verdade - 1645 - Terracota

Anjo segurando a Coroa de Espinhos - 1667 - Terracota (esboço para um projeto escultórico previsto para a Ponte Sant'Angelo em Roma)


Museu do Louvre, Paris, França
Fotos: Luciana Chagas

Esculturas Gregas em Cerâmica

Grupo de 2 atores da Comédia Ática, de Tanagra - Terracota, 375-350 a.C.

Ator da Antiga Comédia - Terracota, Séc. IV a.C.


À Esquerda, máscara da Tragédia: "Príamos" - Terracota, Séc. IV-II a.C.
À Direita, máscara da Nova Comédia: "Escravo" - Terracota, Séc. III a.C.

Altes Museum - Staatlichen Museen zu Berlin - Berlim, Alemanha.
Foto: Luciana Chagas

Cerâmica no Renascimento

Esta peça pertence a um conjunto de 2 medalhões análogos que ornamentavam a "loggia de San Paolo dei Convalescenti", em Florença.
"Cristo Confortando um Pobre" - 1493 - Terracota Esmaltada
Atelier de Lucca Della Robia, o Jovem (Florença, 1425-1525)
Museu do Louvre, Paris, França
Foto: Luciana Chagas

Tratado Renascentista de Cerâmica

O Primeiro livro de como fazer cerâmica foi escrito no século XVI por um italiano, Cypriano Picolpasso. O livro, de 1557, chama-se "Li Tre Libri Dell'Arte Del Vasaio", ou Os Três Livros da Arte do Ceramista (na minha tradução livre). Hoje vemos esse tratado como uma grande informação de como era a tecnologia para a fabricação da cerâmica naquela época.

Ele mostra desenhos dos fornos, algumas ferramentas para cerâmica e ainda descreve uma queima.

Vemos também aqui um Torno de madeira e como ele era operado.

O Livro original pertence ao acervo do Victoria and Albert Museum, Londres, Inglaterra.

Porcelana de Delft, séc. XVII


Este vaso de tulipas foi fabricado em faiança pela fábrica "De Metale Pot", em Delft, em 1710-1720.
Seu formato característico em forma de obelisco, ou pirâmide, é realmente encantador e inusitado.
Cada andar da pirâmide é um módulo que foi queimado em separado. Eles se encaixam por um eixo rígido central.



Cada um desses módulos possui alguns gargalos laterais para introduzir as tulipas.



Este vaso pertence ao acervo do Rijksmuseum Amsterdam (Holanda), onde permanece em exposição permanente.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Porcelana de Delft, século XVII

"A cerâmica vitrificada azul e branca de Delft, conhecida em todo o mundo, foi desenvolvida a partir da Maiólica e introduzida na Holanda pelos ceramistas italianos que imigraram para cá no século XVI. Eles se fixaram ao redor de Delft e Haarlem e faziam azulejos de parede adotando os motivos decorativos holandeses de animais e flores. Nos 100 anos seguintes, o comércio com o Oriente trouxe amostras da delicada porcelana chinesa, e o mercado da Maiólica mais grosseira faliu. Por volta de 1650, os ceramistas da região já haviam adotado o modelo chinês e desenhavam belos pratos, vasos, tigelas com paisagens holandesas e cenas da bíblia. Em 1652, De Porceleyne Fles era uma das 32 cerâmicas prósperas de Delft. Hoje, é a única original em produção e está aberta a visitas guiadas" (texto extraído do Eyewitness travel guide - Amsterdam, publicado originalmente em 1995)





Pratos em Porcelana de Delft com cenas do cotidiano (séc. XVII)
Fotos: Luciana Chagas
Palavras-chave: Porcelana, Delft, Maiólica, História da Cerâmica, Cerâmica Holandesa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Forno de Cerâmica da Grécia Antiga

Forno grego tal como está representado em um antigo Pinax coríntio. O ceramista está puxando as cinzas pela câmara de combustão do forno. A porta do forno e a chaminé com a saída de calor estão claramente indicados.


Antigo Pinax coríntio mostrando o interior do forno. A figura da esquerda foi desenhada a partir de uma restauração. Podemos ver os vasos no interior do forno, de uma forma esquemática. Abaixo vê-se um pilar de apoio . Aqui, o ceramista alimenta a câmara de combustão com mais lenha. (texto extraído do livro: Fornos para Ceramistas, de Daniel Rhodes, em tradução livre)
Palavras-chave: antiga, técnica, fornos, cerâmica, grega, gregos, história da cerâmica.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cerâmica Indiana: Cavalos de Terracota

Na Vila de Tamil Nadu, conservando a tradição dos cavalos de Terracota

Construindo, com a técnica de rolinhos, a perna do cavalo, que terá 1,20 m de altura (cada)


Paleteando as paredes do corpo.


São necessários 4 homens para carregar a cabeça do cavalo até o forno.


O forno é preenchido com as peças do cavalo, madeira e uns potes quebrados, para dar sustentação. A parede do forno é construída em torno das peças.



Após a queima, abrindo as paredes. A temperatura atingiu os 700 graus.




O cavalo finalizado e montado.
Imagens: Ceramics Monthly Magazine, set. 1998

Palavras-chave: cerâmica oriental, indiana, técnicas, cavalos de cerâmica, fornos de cerâmica, história da cerâmica.

Anthony Caro

Palavras-chave: Anthony Caro, cerâmica contemporânea, escultor, escultura de cerâmica.

Cerâmica Egípcia

Pisando o barro

Torneando a argila (o ceramista da esquerda traz uma bola de argila e o da direita torneia ajoelhado no chão)



Aqui, um deles amassa a argila enquanto o outro corta uma vasilha do topo. Acima, estão desenhadas as peças que correspondem à produção deles.





Idem à anterior
Carregando o forno.




Fazendo a Queima

Transportando as peças queimadas
obs.: Essas imagens eu peguei na Internet. Eu pretendo que este blog contenha apenas material inédito (na web) sobre história da cerâmica. Por isso, acho que vou ter que ir ao Egito...

Cerâmica de Picasso

Picasso com algumas de suas cerâmicas (1953)


Touro (maquete em argila branca) 9 x 25 x 13 cm - 1953 Mulher (feita a partir de uma peça torneada) 30 x 13 x 13 cm - 1947 Condor (peça torneada) 39 x 15 x 41 cm - 1947


Pomba (modelado a partir de uma forma torneada) 13 x 23 cm - 1950 acima, dedicatória a Mme. Ramié


Mulher (feita a partir de uma peça torneada) 30 x 13 x 13 cm - 1947


Condor (peça torneada) 39 x 15 x 41 cm - 1947

Pablo Picasso, cerâmica de Picasso, cerâmica moderna, história da cerâmica, esculturas cerâmica, artística.