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quinta-feira, 12 de março de 2009

Celeida Tostes (1929-1995)

Rito de Passagem - Celeida Tostes

Em "Rito de Passagem", Celeida Tostes é totalmente envolvida por um grande vaso de argila, que vai sendo construído ao redor dela. A partir dessa presença no interior desse "útero", ela eclode, rasgando-o e renascendo.


Essa obra performática foi totalmente documentada em fotos, a seguir:

Despojei-me.
Cobri meu corpo de barro e fui.


Entrei no bojo do escuro, ventre da terra.
O tempo perdeu o sentido de tempo.

Cheguei ao amorfo.
Posso ter sido mineral, animal, vegetal.
Não sei o que fui.


Não sei onde estava. Espaço.
A História não existia mais.
Sons ressoavam. Saíam de mim.


Dor.
Não sei por onde andei.
O escuro, os sons, a dor, se confundiam.


Transmutação.
O espaço encolheu.
Saí. Voltei.
(Passagem, Celeida Tostes. Versão Alair Gomes)

Fonte: "Arte do fogo, do sal e da paixão- celeida Tostes". Marcus de Lontra Costa (Catálogo da exposição realizada no Centro Cultural banco do Brasil em junho de 2003).

4 comentários:

help disse...

profª Luciana fiquei feliz em ver que vc soube passar para o próximo acrescentando seus conhecimentos, divulgou um trabalho belíssimo da CELEIDA TOSTES,essa é a intenção do projeto passe adiante vc entendeu a mensagem com clareza para o prazer de muitos que não conhecia o trabalho desta artísta até a próxima bjusssssssss, fiquei muito feliz com sua atitude,estou mais do que convencida que á uma troca entre aluno e prof.Maria do Socorro FPA.

Solange Belém disse...

Muito emocionante!!!!!!!
Abraços

Sol

Alvaro Sampaio disse...

MARAVILHA!!!

Que saudade de poder ouvir isso.CELEIDA, onde você estiver de uma coisa pode esta certa, que todos seus amigos e alunos, jamais vão te esquecer e jamais vamos deixar de usar seus conhecimentos que nos foi passado como artista e pessoa.MARAVILHA!!!
Valeu Luciana e parabéns pela divulgação do Trabalho da CELEIDA, ela era uma pessoa que é difícil falar sem se emocionar.
Abraços e muitas felicidades
Alvaro Sampaio

edson carvalho disse...

Muito me emociona rever Celeida da Oficina de artes do fogo nos anos76/78 na EAV onde fui e ainda sou um aluno apaxonado ! Que tempo aquele e... que humanidade encarnava a pessoa desta artista que me tocou como mestre e amiga pulsante hoje em meu coração.